Ás vezes sei que devia estar na cama a dormir, e fico por aí, porque quando fecho os meus olhos consigo apenas ver luzes distantes... é tudo apenas parte do que sou.
Não Importa...
Ás vezes sei que devia estar na cama a dormir, e fico por aí, porque quando fecho os meus olhos consigo apenas ver luzes distantes... é tudo apenas parte do que sou.
Condensações...
Basta-nos pensar em sentir, para sentir a pensar. Por vezes, não o sabem muitos, viver é não conseguir. Às vezes, temos que parar de andar, para depois ficarmos e, então por fim, partirmos. Cada qual tem o seu alcool, eu para mim tenho-o bastante em apenas existir. Alguns momentos recatado, bêbado de me sentir, vagueio e em simultâneo ando por caminhos certos. Por detrás desse papel, sou igual a mim mesmo, construo-me a mim mesmo às escondidas e tenho o infinito.Há dias em que o essencial é saber ver, saber ver sem estar a pensar.
Falam-me de civilização, de saber crescer e de maturidade, mas vendo as coisas sem as pensar, apenas vejo que nada disso acontece nas pessoas em meu redor. Dizem-me que todos sofrem, ou pelo menos a maioria, com as situações postas desta maneira, dizem-me que se fossem diferentes haveria menos sofrimento, dizem-me que se fossem como queremos, seriam melhores.
...Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes. Se fossem como queremos, seriam só como as queremos. Ai de todos aqueles que levam a vida a tentar inventar a máquina que produz felicidade, quando ela está ali, ela mesma, mesmo ao lado, no nosso infinito individual.
Apesar de a minha auto-estima não ser das mais elevadas que por aí existam, sinto-me orgulhoso de mim próprio por ter construído algo de significativo com o tempo que até este momento me foi concedido, algo que me faz sentir que valeu a pena e que não se resume pura e simplesmente a um gesto falhado de efemeridade. Viver cada dia como se fosse o ultimo? É, sim, talvez. Mas nunca com a ânsia de trazer como pensamento de que vai ser mesmo o ultimo. A todos os que o fazem, a todos esses que vagueiam realmente bêbados de pensamento e de gestos, fica o meu mais profundo lamento por saber que não conseguem ter o que há de mais elementar em nós: a força de vontade e o lutarmos verdadeiramente por sermos alguém.
Falam-me de civilização, de saber crescer e de maturidade, mas vendo as coisas sem as pensar, apenas vejo que nada disso acontece nas pessoas em meu redor. Dizem-me que todos sofrem, ou pelo menos a maioria, com as situações postas desta maneira, dizem-me que se fossem diferentes haveria menos sofrimento, dizem-me que se fossem como queremos, seriam melhores.
...Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes. Se fossem como queremos, seriam só como as queremos. Ai de todos aqueles que levam a vida a tentar inventar a máquina que produz felicidade, quando ela está ali, ela mesma, mesmo ao lado, no nosso infinito individual.
Apesar de a minha auto-estima não ser das mais elevadas que por aí existam, sinto-me orgulhoso de mim próprio por ter construído algo de significativo com o tempo que até este momento me foi concedido, algo que me faz sentir que valeu a pena e que não se resume pura e simplesmente a um gesto falhado de efemeridade. Viver cada dia como se fosse o ultimo? É, sim, talvez. Mas nunca com a ânsia de trazer como pensamento de que vai ser mesmo o ultimo. A todos os que o fazem, a todos esses que vagueiam realmente bêbados de pensamento e de gestos, fica o meu mais profundo lamento por saber que não conseguem ter o que há de mais elementar em nós: a força de vontade e o lutarmos verdadeiramente por sermos alguém.
Tempo, esse malandro!
Olho o horizonte e o carrocel do pensamento começa uma nova volta que me traz à consciência que o tempo não para: mais, anda depressa! Passaram cinco meses desde que tudo começou.
Há momentos que quero viver como se fossem, agora, ainda, os primeiros, os mais puros, os mais sentidos. Sinto-o. Sei, sabes, sabemos que sinto. Que sentimos. Muitos outros, novos, cheios de vontade, estou (a eles) também de braços abertos.
Há momentos que quero viver como se fossem, agora, ainda, os primeiros, os mais puros, os mais sentidos. Sinto-o. Sei, sabes, sabemos que sinto. Que sentimos. Muitos outros, novos, cheios de vontade, estou (a eles) também de braços abertos.
O saber que alguém é de alguém? Bem, preenche-me antes a alma o saber que te amo com tudo o que de melhor sei dar. Com a vontade de quem fez do sempre a palavra chave de uma relação. É no fazeres total e completamente parte de mim e dos meus dias que busco alimento incessante e que todos os dias tenho vontade de pensar «SEMPRE!».
O passado, embora tenha passado, tem muito mais que memórias prontas a serem guardadas. Lembro-as todos, senão quase todos os dias, porque também isso me traz um sorriso aos lábios, e uma profunda vontade de continuar contigo, ao sabor desse malandro, do tempo que nos uniu.
Amo-te.
Um Acordo
Fiz um acordo cerrado com o tempo. Hoje sei que o impossível é uma questão de tempo até acontecer. O meu impossível era realmente impossível, improvável, inexequível, demasiadamente extenso para caber no rebate da fugacidade da vida... e pergunto-me: porque não poderá isso ser extensível ao impossível como senso generalizado?Tenho saudade de viver coisas que ainda vou viver. Como? É aqui que o tal acordo entra. O meu acordo com o tempo foi o de que sempre irei amar com a força desse sol quente, e que para sempre, também, irei querer ver ao meu lado os teus olhos que vi tornarem-se doces perante os meus, tal como aquelas noites de verão: doces, quentes e arrebatadoras.
Não vivo de saudade. Não, não é isso. Vivo vivendo o hoje, mas também um pouco do amanhã. Sei que a maior certeza que temos é o amanhã. O mar, esse, vai estar nos arredores da mão que escolhi para trazer apertada à minha. E o acordo definitivo vai resplandecer, todos os dias, com mais um nascer de sol. Sempre, para sempre, até ao meu Invernecer definitivo, que espero, esteja longe, pois só recentemente esta ex-árvore de tronco cinzento e abandonado começou a fazer nascer cores de esperança, felicidade e profunda satisfação.
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