Pensamentos I


A vida é uma encruzilhada de sentidos opostos, estranhos mas sublimemente idênticos. A vida é algo demasiadamente encruzilhado para que se a possa escrever num blog.
Talvez devesse voltar a ser o pseudo-filósofo que nunca fui: aqui, dentro.

(eu, a pensar em querer escrever alguma coisa sobre o que sinto sobre tudo)

Insanidades


No fechar dos olhos... consinto a longevidade dos exíguos corpos, tatuados a frio pela fuligem das ensaiadas fugas na alvez das paredes, rugosas como as planícies, que repletas pelos fragmentados silvos da falta - largados aos molhos como se sementes fossem - oferecem a espasmódica paisagem, que me sufoca... e me traz de volta ao esquecimento da fina areia, segundo a segundo, crescendo no suicídio ou no tempo, mergulhando na ausência dos lírios púrpura com que decoro as fotografias da memória, os instantes... aqueles... em que não te tenho ou em que sinto não me ter no fechar dos olhos... procuro o consolo da maresia, que roçando as frestas das janelas as cobre com o iodo das areias e extingue, poro a poro, as inundadas visões do imenso querer... iluminando no seu percurso as difusas artérias, dando-lhes fogosidade e ardor, num adocicado e submisso tocar, subtilmente indiciando, a melodia rumorosa e lenta das abelhas, ou as quebras dos reflexos das suas asas. A queda.

No fechar dos olhos... depois...
simulo o longo e imperturbável sono da pele, numa simulada tranquilidade do espírito na berma da flor, espreitando a solicitude e o pleno voo do sonho, num leito feito de costume e de hábito, por fazer na manhã e desfeito ao deitar, reinventado em cada toque, pulsar ou olhar e com o cheiro de, apenas... teu, meu, sei lá...lar (elixir possível!.. ou grito!) àquele único lugar... a que só queria regressar continuamente, cumprindo os porquês do tudo que me faz rumar, em círculos, numa ignorada loucura insana... jangada, que me sustêm... ainda assim, livre.

~ Analu

(um obrigado por estar tanto de mim aqui para quem o escreveu, seja lá quem for...)

Universidade de Évora

Proponho uma ligeira alteração ao recente slogan da nossa academia alentejana...

NÃO vale a pena estudar!

É que, tudo aqui me proporciona a pensar assim. Os atrasos, as incompetências, as faltas de responsabilidade, enfim, um ar que se respira bem alentejano, como manda a boa tradição, mas que ao fim de uns tempos começa a provocar nauseas a qualquer aluno que pretenda fazer aquilo para o qual entrou neste mundo... formar-se com as condições adequadas às suas expectativas e à boa perssecussão da sua aprendizagem.

Será assim tão difícil existir uma boa articulação entre os serviços desta academia? É pedir demais que cumpram os prazos, sejam eles referentes ao que quer que seja? Cansa serem apenas os alunos os únicos que tem prazos verdadeiramente reais para cumprir, caso contrário as penalizações estão prontas para se abater sobre nós!

Não existe nada que possa penalizar a má gestão de um órgão que até é importante para o desenvolvimento desta região? Porque não pensam no bem estar dos alunos e apenas se preocupam com verbas? Sei, sabemos que estamos a atravessar um momento difícil a todos os níveis. Mas se se preocupassem um pouco mais em salvaguardar o bem mais precioso de uma instituição, talvez se saísse mais cedo desta crise sem horizonte do que actualmente parece acontecer. O bem mais precioso são os alunos! Se existisse em nós uma maior vontade de levar isto para a frente, tudo poderia ser diferente... mas limitamo-nos a assistir à estagnação do pântano em que se tornou esta academia, porque apenas sentimos que por parte de quem de direito nem sequer existe tal vontade ou apetência...

Senhoras e senhores, deixemo-nos de preciosismos, de luxos fora de moda e façamos algo em prol de uma melhor realidade. Viver de uma ilusão de que está tudo bem e que podemos deixar andar não é solução!

Aos teus 20!

As tuas cores hoje tornam-se um pouco mais brilhantes. É o mostrar de que és capaz e de que tens força.
Só quero que sejas feliz, não interessa de que modo, nem como isso seja proporcionado.
Estou aqui, hoje, ao teu lado. Estarei sempre.

Parabéns, amor!

11... para pensar quase no 12!


Há um ano atrás, pela minha estrada, não sabia o que estava para se cruzar comigo no caminho. Não fazia ideia, tanto que, até ao limite nunca abri os olhos. Hoje, tal como ontem e amanhã, há um ano atrás, mentalizava-me de que iria ser sempre tudo como antes.

Surgiste para me provar que estava enganado. Que, tal como não pensara, também eu podia viver um grande amor.