De que doses de imaginação se faz uma vida para se conseguir compensar o que não se realiza?Todos sabemos e nunca ninguém sabe. Projectamos ao milímetro uma reacção a ter, uma ofensa em sentido de vingança a desenvolver, uma desconsideração a menosprezar e uma conquista a fazer.
E depois?
Depois sai sempre outra coisa. Nem nos vingamos porque tropeçámos numa fraqueza, nem menosprezámos a desconsideração porque nos menosprezaram o nosso menosprezo, nem conquistámos nada porque «amanhã é que é».
Mas falhada a nossa reacção, logo pensamos de novo em trazê-la ao real e com acréscimo de efeito – até que o tempo tudo decida por nós. E acabamos por achar que decidiu bem, porque o mais fácil de resolver é sempre o não resolver.
E depois?
Depois sai sempre outra coisa. Nem nos vingamos porque tropeçámos numa fraqueza, nem menosprezámos a desconsideração porque nos menosprezaram o nosso menosprezo, nem conquistámos nada porque «amanhã é que é».
Mas falhada a nossa reacção, logo pensamos de novo em trazê-la ao real e com acréscimo de efeito – até que o tempo tudo decida por nós. E acabamos por achar que decidiu bem, porque o mais fácil de resolver é sempre o não resolver.
