O pensamento divergente sobre o tema leva-me a ter algo de antagónico em mim quando reflicto sobre ele. É verdadeiramente algo com o qual não sei lidar. Ninguém sabe, mas, seguramente, que me parece que o sei ainda com menor intensidade...O que mais me intriga e dói na nossa morte, é que nada se perturba com ela na vida normal do mundo. O que mais podem fazer é tomar nota do acontecimento e recomeçar.
Quando alguém morre, a vida continua natural como se quem existisse para morrer fossemos apenas nós. Porque tudo converge em nós, em quem tudo existe, e assim nos inquieta a certeza de que o universo morrerá connosco. Mas não morre. O universo está-se nas tintas para que morramos, ou não. E isso é que é incompreensível - morrer tudo com a nossa morte e ficar tudo perfeitamente na mesma.
A morte não é um acontecimento da vida. A morte não pode ser vivida. Caso se compreenda por eternidade não uma duração temporal infinita, mas a intemporalidade, quem vive no presente é quem vive eternamente. A nossa vida é tanto mais sem fim quanto mais o nosso campo de visão não tem limites.
É irreversível a «bi-polaridade» na qual se gera esta ampla redundância no meu pensamento. Leio-o do fundo para a superfície, como que se da morte ecoassem pensamentos para a vida, numa espécie de mecanismo de defesa rudimentar que me impele a ser como sou, assim como todos, permitindo-me, afinal, viver.
É irreversível a «bi-polaridade» na qual se gera esta ampla redundância no meu pensamento. Leio-o do fundo para a superfície, como que se da morte ecoassem pensamentos para a vida, numa espécie de mecanismo de defesa rudimentar que me impele a ser como sou, assim como todos, permitindo-me, afinal, viver.
