«Tudo o que dorme é criança de novo. Talvez porque no sono não se possa fazer mal, e se não dá conta da vida. O maior criminoso, o mais fechado egoísta passa a ser sagrado, por uma magia natural, enquanto dorme. Entre matar quem dorme e matar uma criança não conheço diferença que se sinta.»~ Bernardo Soares
O sono que cai sobre mim, de vez em quando é recebido como uma tirania gentil, que recebo sem dar conta do poder e da forma como me invade. Isto, porque, nesse estado o mundo fecha os olhos e na manhã seguinte tem a capacidade para me fazer encarar tudo com as cores tingidas com um tom novamente mais forte. Mesmo que isso não seja o suficiente para que tenha forças para esse novo dia, pelo menos serve de mote, de alento, dando-me energia.
Não é somente o cansaço que leva ao sono, esse é apenas a porta de entrada de algo mais figurado do que ele, por si só. O sonho é a maior recompensa do sono, tirano que, ainda assim, me dá esse grande dom como espécie de recompensa pela sua passagem e apagão do meu pensamento. O requinte detalhado deste nobre leva, por último, a que me recorde de praticamente todos os meus sonhos quando acordo novamente, passando essas histórias a figurar num passado recente, na minha memória, muitas vezes para sempre.
Não é somente o cansaço que leva ao sono, esse é apenas a porta de entrada de algo mais figurado do que ele, por si só. O sonho é a maior recompensa do sono, tirano que, ainda assim, me dá esse grande dom como espécie de recompensa pela sua passagem e apagão do meu pensamento. O requinte detalhado deste nobre leva, por último, a que me recorde de praticamente todos os meus sonhos quando acordo novamente, passando essas histórias a figurar num passado recente, na minha memória, muitas vezes para sempre.

