Roo as unhas e tento acomodar-me na tua cadeira. É grande e faz com que eu dê voltas e voltas em torno de algo que não é a minha cabeça.
A música toca. Procuro, com muito esforço, escrever algo de que gostes, algo que sirva para justificar um amor que só tem aumentado, que é sincero e que, a cada dia que passa, preenche mais e mais este meu pequeno coração de pedra... Nada justifica tal coisa, o amor não tem justificação. Por isso, olho-te pelo cantinho dos meus óculos, digo em silêncio que Te Amo, termino o texto e... afundo-me na tua cadeira.
Este amor é tão nosso...
Este amor é tão nosso...
Eu, Denise

