Amar a Dois

Roo as unhas e tento acomodar-me na tua cadeira. É grande e faz com que eu dê voltas e voltas em torno de algo que não é a minha cabeça.

A música toca. Procuro, com muito esforço, escrever algo de que gostes, algo que sirva para justificar um amor que só tem aumentado, que é sincero e que, a cada dia que passa, preenche mais e mais este meu pequeno coração de pedra... Nada justifica tal coisa, o amor não tem justificação. Por isso, olho-te pelo cantinho dos meus óculos, digo em silêncio que Te Amo, termino o texto e... afundo-me na tua cadeira.
Este amor é tão nosso...

Eu, Denise

Licenciatura de (e para) Loucos

Um dia este curso acabará por me levar à loucura. Digo-o porque o sinto, mas no fundo recheado de um sentido de humor acutilante... Ou se calhar só escrevo isto porque apenas já o estou!

Por vezes revolta-me um pouco e retira-me aquela motivação pessoal que tanto gosto de sentir no que faço, o facto de tudo isto ser baseado sob um processo no qual avaliam competências através de puro «decoranço». Não é nem justo, nem enriquecedor, quanto menos formativo!

Falam tanto de que o ensino não deve ser isto, que não é assim que adquirimos competências, mas no fundo, é sempre tudo a mesma coisa, nada muda...
Pode ser que um dia, um dia quando já não precisar de decorar sintomas ou outros pormenores afins, venha a aprender e a relembrar por mim mesmo aquilo que a minha motivação me permita. Espero, ao menos, que se revele um «mal necessário». Pelo menos é Psicologia, e isso faz me continuar. Quero-o.

(cansado de tanto papel escrito à minha frente e a precisar de férias)

(Re)Descobertas

«Porque eu te queria, porque eu queria estar sempre ao pé de ti, porque eu tinha vontade de te sentir a tocar-me...»

«E ia-te buscar, e estávamos, e ia-te deixar. Abalava a pensar em ti, adormecia contigo na cabeça, acordava preocupado sobre como estavas em mais um amanhecer... estava apaixonado, loucamente apaixonado e não tinha noção disso.»

(...) Palavras ditas, confessadas, hoje, em noite que se relembra o passado recente de há três meses atrás, onde tudo o que quis foi o que continuo agora a ter e sentir: a tua presença, o teu amor e tudo o que me proporcionas.

Amo-te mais do que tudo na minha vida, quero mais, sempre mais de ti. Quero-te ao meu lado, sempre.

Há amores assim!


Há amores assim, que nunca têm início, muito menos têm fim.

Na esquina de uma rua, ou num banco de jardim, quando menos esperamos, há amores assim. Não demores, enquanto espero o céu azul cai a chuva sobre mim. Não me importo com mais nada, se és direito ou o avesso, se tu fores o meu final eu serei o teu começo. Não vou ganhar, nem perder, nem me lamentar.

Estou pronto a saltar de cabeça contra o mar. Não vou medir, nem julgar. Eu quero arriscar. Tenho encontro marcado sem tempo nem lugar. Um amor nunca se escolhe, reconhecerei em ti meu amor, a minha eternidade.

É que na verdade a saudade já me invade mesmo antes de te alcançar. É a sede que me mata ao sentir o rio abraçar o mar.

A ti.
Adaptado de «Donna Maria - Há Amores Assim»