Sinto-me às vezes tocado, não sei porquê... Subitamente sinto uma vaga doença, que não se materializa em dor e por isso tende a espiritualizar-se em mim, ou seja, num cansaço que quer um sono tão profundo que o dormir não lhe basta.
Há um sono, esse, da acção voluntária, que não sei de todo explicar e que frequentemente me ataca. Nesses momentos não sou capaz de ter um desejo, uma esperança, qualquer coisa que representasse um movimento. Nessa instância não sou capaz de pensar, de sentir, de querer. E ando, sigo, vagueio junto desse estado de falta de alma: é a sensação de inércia, de uma bebedeira sem alegria, nem nela, nem nos seus pretextos. É uma doença, que nesse momento, não encontra sonho de convalescer.
Nisto está porventura toda uma filosofia, para quem dela pudesse tirar conclusões. Não a tenho. Estou liberto e perdido, sinto, esfrio febre e sou eu.
Há um sono, esse, da acção voluntária, que não sei de todo explicar e que frequentemente me ataca. Nesses momentos não sou capaz de ter um desejo, uma esperança, qualquer coisa que representasse um movimento. Nessa instância não sou capaz de pensar, de sentir, de querer. E ando, sigo, vagueio junto desse estado de falta de alma: é a sensação de inércia, de uma bebedeira sem alegria, nem nela, nem nos seus pretextos. É uma doença, que nesse momento, não encontra sonho de convalescer.
Nisto está porventura toda uma filosofia, para quem dela pudesse tirar conclusões. Não a tenho. Estou liberto e perdido, sinto, esfrio febre e sou eu.