Construir em tons de Efémero

CONSTRÓI ao menos
qualquer coisa efémera.
Pois mais não podes ser,
sê ao menos efémero.

Grava os passos na areia,
desenha sobre a estrada
teu vulto.
É melhor do que nada.


A desfazer-te o rastro
virá, o Mar, é certo.
Virá, é certo, a Noite,
beber a tua sombra.

Efémero? Serás...
Mas presente
no Mar, eternamente;
na Noite, para sempre.

Sinto-me infinitamente pequeno neste mundo de grandes esquemas, façanhas e extremistas complicações. Sinto-me pequeno por saber que às vezes me sinto excluído do teu mundo e do sistema que rege o teu universo... tudo é efémero quando queremos, tudo... até sentirmos.