Todos os anos, desde que me recordo, quando chegam ao fim me trazem um sentimento de nostalgia quase arrebatador.Escassos são os campos nos quais não me posso referir a intensidade, raros foram os momentos que ao longo deste último ano não me fizeram sentir intensamente.
Na sua soma, experimentei momentos amargos algumas vezes, doces em outras tantas. Muitas vezes conseguíram ser coloridos e alegres. Ainda assim, uma mão cheia deles foram tristes e revoltantes. Sublimes, por vezes efémeros, mas inesquecíveis. O que me pesa mais na memória e os que pretendo guardar para sempre, são os bons. A cada toque teu, sinto cada vez mais longe o passado.
Sorte ou destino, a vós pertenço... que tudo o que de bom houve, se replique tantas vezes quantas as que eu quiser viver. Dependo, em parte, de ser um doido que estranha a sua própria alma, mas que possui, ao mesmo tempo, certezas infinitas. É nelas e por elas que me quero reger, até ao fim.
Está na hora de ser, definitivo. Termina aqui mais um acto que, em derradeira análise final, se me revela fundamental para o desenrolar dos restantes.
Fica a promessa expectante.